IFFar inaugura usina fotovoltaica no Campus Jaguari


O Campus Jaguari é o primeiro campus do IFFar a inaugurar sua usina fotovoltaica. O campus oferece cursos técnicos e de formação inicial e continuada na área de energias renováveis. O programa também irá beneficiar os campi Alegrete, Júlio de Castilhos, Panambi, Santa Rosa, Santo Augusto, São Borja e São Vicente do Sul.

Desde 2017, o IFFar participa do Programa para Desenvolvimento em Energias Renováveis e Eficiência Energética na Rede Federal – Energif, um projeto do Ministério da Educação (MEC), coordenado pela SETEC.

O Energif torna possível a aplicação de medidas de melhoria no desempenho energético da Rede Federal a fim de reduzir as despesas de custeio com energia elétrica, impulsionar a aquisição de equipamentos de geração de energia e para centros de treinamento nas áreas de energia eólica, solar, biogás e eficiência energética, impulsionar a formação profissional e tecnológica em energias renováveis e eficiência energética com novos cursos e fomentar pesquisa, desenvolvimento, inovação e empreendedorismo na área.

Foram investidos 2,6 milhões na aquisição de usinas fotovoltaicas e medidores de demandas de eletricidade. Desse valor, 497 mil são oriundos de emenda parlamentar, 260 mil do orçamento institucional e 1,9 milhão de recursos descentralizados pela SETEC/MEC por conta do programa Energif.

Participaram da solenidade a Reitora Pro Tempore do IFFar, Carla Jardim, a Pró-reitora de Desenvolvimento Institucional e Reitora eleita do IFFar, Nídia Heringer, a Pró-reitora de Extensão, Ângela Maria Andrade Marinho, o Diretor Pro Tempore do Campus Jaguari, Ricardo Antônio Rodrigues, o responsável técnico da usina do Campus Jaguari, Adriano Marchesan, o assessor especial do NEPI/SETEC e coordenador do programa Energif, Marco Antônio Juliatto, e a deputada federal e líder da Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Federais, Maria do Rosário.

O responsável técnico da usina no Campus Jaguari, Adriano Marchesan, explicou o funcionamento da usina. “Participamos de capacitações desde 2017 ofertadas pela SETEC e tivemos a oportunidade de conhecer a estrutura em outros Institutos Federais”. Adriano afirmou que a usina é composta por 240 módulos fotovoltaicos de 380W cada um, chamados popularmente de placas solares. Esse sistema tem a capacidade de geração de energia elétrica de, aproximadamente, 10.500kW hora/mês. Segundo ele, essa energia seria suficiente para abastecer mais de 40 residências populares.

Essa energia é injetada na rede elétrica interna do campus em paralelo com a energia da concessionária. Nos momentos em que o consumo de energia elétrica do campus é maior do que a fornecida pela usina, automaticamente a concessionária é utilizada para compensar a diferença. Já nos momentos em que a geração de energia pela usina é maior do que o consumo, essa energia é injetada na rede elétrica da concessionária e é utilizada pelos consumidores vizinhos ao campus. Nesse momento, um medidor especialmente instalado junto à entrada de energia elétrica do campus registra essa injeção de energia elétrica na rede da concessionária e contabiliza os chamados créditos de energia, que poderão posteriormente ser utilizadas nos momentos em que a geração de energia for inferior ao consumo.

Adriano prevê que esse montante de energia seja capaz de suprir, aproximadamente, 70% do consumo médio mensal de energia elétrica do campus, trazendo uma significativa contribuição para a redução das despesas de custeio da unidade. Para ele, no âmbito do ensino, da pesquisa e da extensão, os benefícios são imensuráveis. “O Campus Jaguari oferta cursos, desde 2016, na área de energias renováveis. Há uma grande contribuição para o processo de ensino e aprendizagem, pois a usina permite que os alunos tenham contato direto com uma instalação real e em operação, possibilitando a abordagem dos conteúdos de forma prática”.

Para a Reitora Pro Tempore do IFFar, Carla Jardim, trata-se de “um marco simbólico concretizado pelo trabalho conjunto de muitas pessoas, uma conjugação de esforços”. Carla ressalta que a as energias renováveis se tornaram uma prioridade institucional com a aprovação da Política Ambiental da instituição. “A instalação das usinas irá permitir a redução das despesas orçamentárias e o redirecionamento desses recursos para outras ações”. Carla também destacou o compromisso com a sustentabilidade ambiental no intuito de entregar um mundo melhor para as futuras gerações. Além disso, destacou a importância da usina para as atividades de ensino, pesquisa e extensão, permitindo sua plena articulação e contribuindo para a transformação dos territórios de atuação.

O Diretor Pro Tempore do Campus Jaguari, Ricardo Antônio Rodrigues, mencionou não só a economia em termos do uso de energia, mas principalmente o fato de “a usina ser um laboratório a seu aberto para integrar ensino, pesquisa e extensão”. Para Ricardo, a instalação permite “não só falar, mas praticar a sustentabilidade, facilitando a aprendizagem de nossos estudantes”.

A Pró-reitora de Desenvolvimento Institucional e Reitora eleita. Nídia Heringer, expressou a necessidade de que “o acesso sustentável à energia limpa possa extrapolar o IFFar e alcançar todo nosso território de atuação”. Nídia reforçou o compromisso da nova gestão em lutar por recursos para que mais unidades do IFFar possam se beneficiar com as usinas fotovoltaicas.

A Pró-reitora de Extensão, Ângela Maria Andrade Marinho, destacou a necessidade de se promover uma cultura da consciência energética que popularize o uso das energias renováveis. “Essa iniciativa nos permite muitos ganhos em termos de eficiência no uso dos recursos públicos com vistas à excelência na eficiência energética e na sustentabilidade”.

O coordenador do Energif e assessor especial do NEPI/SETEC, Marco Antônio Juliatto, afirmou que “ampliar investimentos na geração de energia reduz os custos em energia da Rede Federal e ainda potencializa a formação de profissionais nessa área, ampliando o interesse dos jovens nas chamadas profissões do futuro”.

A deputada federal Maria do Rosário, coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos IFs, parabenizou a Rede Federal pela ação e destacou que é preciso buscar estratégias de fortalecimento da educação. “Essa usina foi concretizada, em parte, com recursos de emenda parlamentar. Os IFs não podem ficar dependendo de emendas parlamentares, precisam contar com os recursos que lhes são de direito”.

Fonte: Instituto Federal Farroupilha




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