Efeito da Taxa de Aeração no Desempenho de Alagados Construídos Aerados Intermitentemente




16/07/2021

Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS, 2019) no Brasil são coletados 54,1% do esgoto e tratados apenas 49,1%. Destaca-se, que estes são dados totais que consideram tanto áreas urbanas quanto áreas rurais. Desta maneira, pode-se supor que a realidade de comunidades rurais seja ainda mais alarmante, uma vez que não existem políticas públicas focadas no saneamento rural. Portanto, residências rurais são fontes descentralizadas geradoras de esgoto doméstico com elevado potencial poluidor, especialmente de compostos orgânicos e de nitrogênio, que provocam danos à saúde humana e ao meio ambiente.

A adoção de sistemas de tratamento de esgoto em comunidades rurais permitiria o lançamento de efluentes com baixos riscos de contaminação ambiental e, também, promoveria a melhoria da qualidade de vida e das condições socioambientais destas populações. Entretanto, sistemas convencionais de tratamento são complexos, têm construção e manutenção dispendiosas, necessitam de recursos humanos qualificados e podem demandar o uso de energia elétrica e compostos químicos, características que inviabilizam seu uso em áreas rurais e isoladas.

Comunidades rurais necessitam de sistemas descentralizados de tratamento, ou seja, tecnologias de baixo custo, simples e de fácil operação, características encontradas em tanques sépticos, filtros anaeróbios, biodigestores e em ecotecnologias como, por exemplo, a desinfecção solar e alagados construídos. 

Alagados construídos são sistemas de tratamento com elevada eficiência de remoção de matéria orgânica, sólidos e patógenos e, portanto, são adequados para serem utilizados em zonas rurais. Esta ecotecnologia pode auxiliar a melhorar o cenário alarmante que se encontra a população rural brasileira na coleta e tratamento de águas residuárias domésticas e suas consequências. Entretanto, em frente às novas legislações ambientais e aos padrões de lançamento de efluentes mais estritos, as taxas de remoção de nutrientes em alagados construídos podem não ser satisfatórias.

Por outro lado, nos últimos anos pesquisadores vêm avaliando diversas soluções para aprimorar o desempenho de alagados construídos, entre elas, o uso de aeração artificial tem grande destaque. Os resultados de estudos publicados na literatura mundial mostram que a adição da aeração em alagados construídos é uma opção simples que causa um incremento significativo no desempenho desses sistemas de tratamento.

Maiores informações sobre alagados construídos e o efeito da aeração nesses sistemas podem ser obtidas no trabalho de Queluz, Yabuki e Garcia (2021) publicado na revista IRRIGA.

O artigo completo pode ser acessado no link:  http://dx.doi.org/10.15809/irriga.2021v26n1p151-164





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